A Asociación Panamericana de Infectología realizou de 2 a 4 de dezembro, em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, o 2º Congresso de Infectologia do Cone Sul. O Presidente do Congresso, Dr. Sérgio Cimerman e o Presidente da Comissão Científica, Dr. André Villela Lomar, reuniram no evento formadores de opinião dos países do Cone Sul, que colocaram em debate suas experiências e os mais recentes avanços na área da Infectologia. O evento contou com a participação de mais de 400 congressistas.
Para o médico infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital Israelita Albert Einstein, delegado do Brasil na Associação Pan-Americana de Infectologia e Federação Latino-Americana de Parasitologia, Dr. Sérgio Cimerman, além de estabelecer um intercâmbio científico entre todos os profissionais da América Latina, o evento possibilitou o acesso a novos recursos em pesquisas de ponta e também promoveu novas relações de amizade com todos os serviços de infectologia distribuídos nas várias localidades do continente, contribuindo para a formação de jovens médicos residentes. “É importante destacar o congraçamento da especialidade, com troca de informações que possam auxiliar nossos pacientes”, diz Dr. Cimerman.
Dr. Sérgio Cimerman (à esq.) e Dr. Eduardo Gotuzzo (Peru)
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Relevantes temas que têm sido destacados em congressos internacionais foram apresentados nas mesas-redondas, miniconferências e simpósios-satélites do 2º Cone Sul. Novos medicamentos para Aids, alterações metabólicas, hepatite, antibioticoterapia, infecção hospitalar, parasitoses intestinais, parasitoses diversas que, de um modo geral, tiveram relevantes avanços do ponto de vista terapêutico, o problema da globalização das doenças infecciosas e a medicina do viajante foram alguns dos assuntos enfocados durante o Congresso. Segundo o médico infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital Israelita Albert Einstein e Ex-Presidente da Associação Panamericana de Infectologia, Dr. André Lomar, a programação científica do evento debateu todos os grandes problemas das doenças infecciosas, em especial das doenças emergentes e reemergentes e as grandes ameaças infecciosas que surgirão na humanidade. “O melhor do programa foi sua amplitude. Todas as áreas são importantes semelhantemente, por isso não nos limitamos somente a alguns temas.”
Dr. Roberto Focaccia (à esq.) e Dr. German Ambash (Argentina)
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No primeiro dia, o evento foi iniciado com as mesas-redondas Avanços em Aids, Avanços em imunizações e Diagnóstico laboratorial nas doenças infecciosas e parasitárias. Na seqüência, miniconferências destacaram leptospirose, dengue, hepatite C, doenças emergentes, manifestações fúngicas, medicina dos viajantes e controle de helmintíases. Ainda no primeiro dia foram rea-lizadas outras mesas-redondas e também os simpósios-satélites da Sche-ring-Plough e da GlaxoSmithKline. Os temas dos simpósios foram, respectivamente, “A busca da melhor opção de tratamento da hepatite C”, cujos palestrantes foram os Drs. Fernando José Góes Ruiz e Fernando Lopes Gonçales Jr., sob coordenação do Dr. Sérgio Cimerman, e “Conclusões sobre o futuro da medicina do viajante”, debatido pelos Drs. Rober Steffen, Luiz Jacintho, Hans-Dieter Northdurft e Jessé Alves e moderado pelos Drs. Mario Masana Wilson e Jessé Alves.
Dr. André Lomar (à esq.) e Dr. Henrique Lecour (Portugal)
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O tratamento das parasitoses intestinais, infecções fúngicas, resistência bacteriana, infecções pediátricas, febres hemorrágicas virais, tuberculose, hepatite B, doenças infecciosas do mundo globalizado, infecção hospitalar, esquistossomose e alguns temas sobre Aids fizeram parte da programação do segundo dia. Além disso, a Bristol-Myers Squibb realizou o simpósio-satélite “Novo inibidor da protease na terapia anti-retroviral”, que contou com a coordenação do Dr. Sérgio Cimerman e participação dos Drs. André Villela Lomar, Adauto Castelo Filho e Ricardo Sobhie Diaz.
No último dia do evento continuou a ocorrer grandes discussões sobre Aids, doenças fúngicas e hepatite B e C. Endemias tropicais, infecções do sistema nervoso central, epidemias pleurais, infecções virais emergentes, meningites, HTLV e infecções em mulheres/gestantes também foram alvo de discussão.
Dr. Gonzalo Vecina
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Durante os três dias do evento, renomados especialistas de vários países apresentaram suas experiências, trocaram idéias sobre novas pesquisas e discutiram novas opções de diagnóstico e tratamento de diversas doenças infecciosas. “Venho de uma vasta experiência no intercâmbio com países da América Latina e sei que o benefício desta interação é muito grande, pois grupos de pesquisas se encontram, discutem e debatem temas de inte-resse da América Latina e há uma discussão dos problemas locais comuns aos diversos países latino-americanos. Especialmente no caso do Brasil e dos países do Cone Sul, o intercâmbio estava um pouco perdido e o Cone Sul está resgatando a participação do Brasil dentro da comunidade latino-americana. Portugal e Espanha também têm se aproximado bastante. É um capítulo ibero-americano que vai se formando; a troca de idéias com países de línguas semelhantes”, conta Dr. Lomar.
A Asociación Panamericana de Infectología, realizadora do Cone Sul, vem desenvolvendo um papel de integração entre os profissionais que atuam na área da infectologia por toda a América Latina. “A API tem um papel de participação científica nos principais congressos da especialidade, organizando simpósios com os mais variados temas de importância para os profissionais latino-americanos. Tem promovido o desenvolvimento de vários comitês de estudo e pesquisa e participa efetivamente do programa oficial da Infectious Diseases Society of America (IDSA) e da International Society for Infectious Diseases (ISID)”, lembra Dr. Cimerman. |
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