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| EDITORIAL |
El XIII Congreso Panamericano de Infectología
Dr. Jesús M. Feris Iglesias
Jefe del Departamento Enfermedades Infecciosas. Hospital Infantil Dr. Robert Reid Cabral.
Vicepresidente de la Sociedad Panamericana de Infectología.
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A importância crescente das infecções fúngicas
Profa. Dra. Maria Luiza Moretti
Professora Titular da Disciplina de Infectologia. Faculdade de Ciências Médicas Unicamp.
Laboratório de Epidemiologia Molecular, Fungos e Bactérias.
Seção de Epidemiologia Hospitalar do Hospital das Clínicas da Unicamp.
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El XIII Congreso Panamericano de Infectología
Como es ya tradición, cada dos años la Asociación Panamericana de Infectología, también conocida por sus siglas API, celebra su congreso en uno de los países del Continente Latinoamericano.
Esta vez, fue escogida la República Dominicana para celebrar su XIII Congreso desde el 22 al 25 de agosto, 2007, en un lugar alejado de su ciudad Capital, pero hermoso por sus playas bañadas por el agua del mar Caribe: Bávaro, Punta Cana.
El programa científico es extraordinario. Aproximadamente unos 110 profesores provenientes de 23 países dictarán conferencias magistrales o en simposios simultáneos con los temas más importantes de la infectología actual.
Se abordaran los temas de VIH/SIDA, tuberculosis XDR, hepatitis, neumonía de la comunidad, medicina del viajero, medicina tropical, infecciones en implantes y cirugía estética, infecciones micóticas, influenza, gripe aviar, infecciones nosocomiales, nuevas vacunas y combinaciones de vacunas, septicemia, en fin, un verdadero festival de conocimientos expuestos por una pléyada de reconocidos profesionales de la infectología continental y mundial.
Estarán presentes los presidentes de la Asociación Panamericana de Infectología API , de la Sociedad Latinoamericana de Infectología Pediátrica SLIPE , de la Sociedad Dominicana de Infectología SDI , el de la International AIDS Society IAS , de la Infectious Diseases Society of America IDSA , la International Society of Infectious Diseases ISID , la Europe Society of Clinical Microbiology and Infectious Diseases ESCMID , la Sociedad Iberoamericana de Infectología SIAI , el de la Sociedad Latinoamericana y del Caribe para el Control de las Infecciones de Transmisión Sexual ALAC , el de la Alianza para el uso prudente de antibióticos APUA , así como directores ejecutivos de prestigiosas instituciones, tales como: CDC, CDC-CAP, OPS, Fundación Albert Sabin, PneumoADIP y otras.
Además, el congreso servirá para estrechar los lazos de amistad y colaboración entre los profesionales de los diferentes países y entre las diferentes sociedades e instituciones para el desarrollo y fortalecimiento tan necesario, sobretodo en nuestro continente.
El Comité Organizador del XIII Congreso de API está haciendo los esfuerzos necesarios para que los visitantes puedan sentirse como en sus verdaderos hogares, disfrutando de un ambiente científico y a la vez de alegría en un clima caluroso pero refrescante a través de los vientos alisios salpicados con el salitre del mar Caribe.
Esperamos un disfrute inigualable de conocimientos científicos al ritmo del merengue en el mismo corazón del Caribe.
Dr. Jesús M. Feris Iglesias
Jefe del Departamento Enfermedades Infecciosas.
Hospital Infantil Dr. Robert Reid Cabral.
Vicepresidente de la Sociedad Panamericana de Infectología.
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A importância crescente das infecções fúngicas
As infecções fúngicas invasivas permanecem como importante causa de morbidade e mortalidade, em especial na população de pacientes gravemente enfermos e os imunocomprometidos, tais como: pacientes com câncer, politraumatizados, em uso de quimioterapia para tumores sólidos ou hematológicos, Aids, entre outros. Estes pacientes estão sob risco especial de desenvolver infecções oportunistas por leveduras e fungos filamentosos.
A grande maioria das infecções fúngicas é decorrente de leveduras do gênero Candida sp. e de fungos filamentosos do gênero Aspergillus sp. No entanto, infecções por outros fungos, mais raras, vêm aumentando em freqüência. Os avanços recentes na terapêutica e nas técnicas invasivas para diagnóstico têm permitido um aumento da população de imunocomprometidos e estes pacientes são submetidos a procedimentos invasivos, antibióticos de amplo espectro e outros fatores de risco predisponentes para a aquisição de infecções severas.
Mudanças na quimioterapia antineoplásica têm causado imunossupressão profunda, com aumento do tempo de hospitalização, facilitando a ocorrência das infecções fúngicas nestes pacientes. Os fatores de risco mudaram o espectro dos patógenos que causam infecção sistêmica, a favor da emergência de infecções fúngicas. Nos centros europeus e americanos, a proporção de infecções por leveduras não-Candida em pacientes imunossuprimidos aumentou, respectivamente, de 1% para 5% e de 10% para 25% após 1990(1).
Além de dificuldades diagnósticas e terapêuticas, as infecções sistêmicas por Candida, nesses pacientes, podem apresentar curso rápido e muitas vezes fatal. As leveduras do gênero Candida têm sido consideradas entre os principais agentes causadores de infecção sistêmica de origem hospitalar e representam o principal fungo causador de infecção de corrente sangüínea. Apresentam uma taxa de mortalidade geral em torno de 50% a 60%, com aumento do tempo de internação para mais de 30 dias. Muitos estudos têm apontado as leveduras do gênero Candida como sendo o quarto ou quinto microrganismo mais freqüentemente isolado em hemoculturas. Apesar dos avanços terapêuticos e da introdução dos testes de sensibilidade aos antifúngicos, muitas dúvidas e controvérsias ainda permanecem no tratamento dessas infecções.
O arsenal terapêutico de antifúngicos sistêmicos
O arsenal terapêutico dos antifúngicos é ainda bastante restrito, e existe a necessidade de novos antifúngicos mais eficazes e menos tóxicos. A indicação da terapêutica das doenças fúngicas é muitas vezes complexa.
As classes terapêuticas hoje disponíveis resumem-se a: alaninas (terbinafina); antimetabólicos (fluocitosina); azólicos (fluconazol, cetoconazol, itraconazol, ravuconazol, voriconazol, posaconazol); inibidores da síntese de glucan (caspofungina, micafungina e anidulafungina); poliênicos (anfotericina B, anfotericina B complexo lipídico, anfotericina B dispersão coloidal, anfotericina B lipossomal e nistatina lipossomal).
Introdução de novas drogas antifúngicas
Muitos esforços têm sido implementados no sentido da introdução de novas drogas antifúngicas, tanto no grupo dos azólicos, como o voriconazol, o posaconazol e o ravuconazol, como também na classe das equinocandinas, como a caspofungina, a anidulafungina e a micafungina. Entre as três novas drogas azólicas no presente momento, o voriconazol foi aprovado, para uso clínico, pelo FDA, nos Estados Unidos e pela ANVISA no Brasil e o posaconazol, em sua apresentação em suspensão oral, foi aprovado pelo FDA para uso profilático de infecções fúngicas, incluindo aspergilose invasiva, em pacientes imunossuprimidos. A anidulafungina e o posaconazol encontram-se em análise pela ANVISA para sua aprovação no Brasil.
A indicação de profilaxia e da terapia empírica ou preemptiva antifúngica tem sido cada vez mais freqüente, dada a gravidade das infecções fúngicas e sua alta mortalidade. No entanto, cabe ressaltar que o uso profilático, empírico ou mesmo preemptivo de antifúngicos tem sido indicado como um recurso para o médico que, na tentativa de salvar a vida de seu paciente grave e na falta de recursos diagnósticos, lança mão do uso de antifúngicos de modo apressado. O especialista deve sempre buscar o diagnóstico da infecção fúngica e lutar pelo aprimoramento dos recursos laboratoriais em seu hospital, no sentido de oferecer terapêutica antifúngica e antimicrobiana adequada.
O uso de azólico (fluconazol) como profilático em pacientes neutropênicos tem impacto na redução das infecções fúngicas por Candida nesta população de pacientes. Por um lado, se houve redução da ocorrência de infecções por leveduras do gênero Candida, por outro lado emergiram as infecções causadas por Candida resistentes ao fluconazol, como por exemplo C. glabrata, C. krusei. O uso profilático prolongado de fluconazol em pacientes transplantados de medula óssea foi associado com maior ocorrência de infecções por fungos filamentosos(2). O uso de novos antifúngicos, como por exemplo o voriconazol, associou-se ao aumento do número de casos de zigomicose em população de pacientes imunocomprometidos(3). O uso da caspofungina no tratamento de C. krusei também foi associado ao aparecimento de zigomicose(4). Estes dados nos remetem a pensar que a indicação de um antifúngico, seja terapêutico, profilático ou empírico, deve ser feita pelo especialista.
A terapêutica antifúngica, ou mesmo a terapêutica antimicrobiana como um todo, deve ser indicada e monitorizada por um especialista da área da infectologia. À luz do conhecimento atual faz-se necessário que especialista na área de infecções prescreva e acompanhe os pacientes em uso de antimicrobianos pela complexidade do seu uso e as implicações em decorrência do mau uso, tanto para o paciente como para a epidemiologia dos microrganismos no ambiente hospitalar e mesmo comunitário.
Profa. Dra. Maria Luiza Moretti
Professora Titular da Disciplina de Infectologia. Faculdade de Ciências Médicas Unicamp.
Laboratório de Epidemiologia Molecular, Fungos e Bactérias.
Seção de Epidemiologia Hospitalar do Hospital das Clínicas da Unicamp.
Referências
1. Komshian SV et al. Rev Infect Dis. 1989;11:379.
2. Marr K et al. Blood. 2000;96:2055.
3. Siwek GT et al. Clin Infect Dis. 2004;15:584.
4. Girmenia C et al. JCM. 2005;43:5395.
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