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Entre os dias 15 e 18 de maio de 2005, Caracas, na Venezuela, foi cenário do XII Congresso da Associação Panamericana de Infectología, um dos mais importantes eventos da infectologia mundial. Paralelamente, ocorreram também o VI Congreso Venezolano de Infectología e o II Simpósio Latino-Americano e do Caribe de Infecções de Transmissão Sexual.
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A cidade de Caracas, na Venezuela.
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O Congresso reuniu mais de 800 profissionais de saúde ligados à área de infectologia, entre peruanos, uruguaios, dominicanos, argentinos, brasileiros, cubanos, paraguaios, mexicanos, espanhóis e venezuelanos. Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de discutir e trocar experiências com os líderes de opinião e representantes de vários centros de referência de diversos países da América Latina.
Desafios latino-americanos
A programação científica enfocou temas prioritários nos países latino-americanos, temas estes que representam grandes ameaças para o futuro da humanidade. Contou com a importante participação de especialistas em diversas áreas e temas da infectologia.
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Comitivas espanhola, portuguesa e brasileira - sentados da esq. para a dir.:
Dr. Luis Morano, Dr. Jose D. Pedreira Andrade, Dr. Juan Gonzáles Lahoz da Espanha,
Dr. Rui Sarmento e Castro e Dr. Henrique Lecour, de Portugal. Em pé (da esq. para a dir.):
Dr. André V. Lomar, Dr. Sérgio Cimerman e Dr. Hélio V. Lopes do Brasil.
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O Congresso teve início com a realização de vários cursos de atualização sobre controle de infecções nosocomiais para profissionais de saúde; bioterrorismo na América Latina; infecções em situação de desastres; controle de qualidade no laboratório de microbiologia e até o futuro dos antimicrobianos e genéricos em diversos países.
As palestras discutiram uma grande e diversificada gama de temas relevantes ligados às principais enfermidades que assolam os países latino-americanos e aos problemas e desafios enfrentados pelos especialistas e governantes, como envelhecimento e infecção, terapia antimicrobiana e controle de infecções nosocomiais e por Gram-positivos multirresistentes, micoses invasivas, uso de antibióticos, infecções tropicais em viajantes, vacinas, Aids em adultos, adolescentes e crianças, infecções em imunodeprimidos, doenças de transmissão sexual, tuberculose, hepatites virais, infecções respiratórias, além de controle de enfermidades endêmicas e infecções em terapia intensiva.
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Entre os participantes do Congresso: Dra. Alicia Farinati (ARG),
Dr. Aníbal Sosa (EUA) e Dra. Mônica Torman (REP DOM).
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Destaques da programação
No primeiro dia do evento destacou-se a conferência magistral que abordou as novas alternativas terapêuticas paradoença de Chagas, apresentada pelo Dr. Julio Urbina. O bioquímico fez um panorama da história e da situação atual do mal de Chagas e seus tratamentos. Outro destaque do dia foi a apresentação do Dr. Clotet Bonaventura (Espanha), que discorreu sobre a terapia anti-retroviral em infecção aguda pelo HIV, enfocando as vantagens e desvantagens para os pacientes.
O segundo dia foi marcado pela conferência do Dr. Eduardo Gotuzzo (Peru) sobre a preocupante situação da tuberculose multirresistente na América Latina. O especialista esboçou um panorama atualizado sobre a incidência da doença no mundo, diagnósticos e tratamentos da enfermidade. A conferência do Dr. Sherwood Gorbach (EUA) sobre a avaliação das doenças infecciosas e sua relevância na prática da infectologia no continente também motivou grande interesse dos participantes.
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À frente: Dr. Hélio V. Lopes (BRA). Atrás (da esq. para a direita):
Dr. Germán Ambasch (ARG), Daniel Stamboulian (ARG), Dr. André V. Lomar (BRA) e
Dr. Sérgio Cimerman (BRA). E ao fundo: Dr. Ciro Maguina (PERU),
Dr. Raúl E. Istúriz (VEN) e Dr. Jaime Torres (VEN).
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Por fim, no terceiro diado evento, o Dr. DavidFed-son (EUA) abordou o importante papel das vacinas na preparação pa-ra a pandemia da in-fluenza, um problema de saúde pública. Já o Dr. Javier Ariza (Espanha) mostrou a situação atual da infecção por MRSA e sua evolução, frisando a necessidade de novos antibióticos para o tratamento da infecção.
Nova diretoria
Cerca de 189 trabalhos livres foram apresentados. Os temas variaram desde Aids, com estudos sobre infecções em pacientes HIV positivos, diagnósticos e tratamento; enfermidades tropicais, com trabalhos sobre as enfermidades emergentes e reemergentes que assolam o trópico; microbiologia, com diagnósticos, estudos epidemiológicos e orientação terapêutica; micoses, com infecções micóticas freqüentes, diagnóstico e tratamento; até estudos sobre novos tratamentos e suas efetividades, infecções e taxas de ocorrências.
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Sentados: Dr. Eduardo Gotuzzo (Peru) e Dr. Jaime Torres (VEN).
De pé: Dr. André V. Lomar (BRA), Dr. Germán Ambasch (ARG)
e Dr. Sérgio Cimerman (BRA).
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Foi apresentado e lançado, também no evento, pelo Dr. Raúl Istúriz, vice-presidente da Sociedade Venezuelana de Infectologia, o Consenso sobre a Vacinação do Adulto na Venezuela, no qual constam informações sobre aspectos práticos das vacinas, epidemiologia e utilização das vacinas, uso em situações especiais, como em mulheres grávidas e em trabalhadores de saúde, além de esquemas de imunização do adulto, que incluem o tipo de vacina e a idade dos pacientes, além de doses e recomendações.
Outro importante momento do evento foi a eleição da nova diretoria da Associação Panamericana de Infectología, que teve o Dr. Jaime Torres, presidente também do evento, eleito como o novo presidente da API. Também fazem parte da nova diretoria: Dr. Jesús Feris (vice-presidente); Dr. Julio Castro S. (secretário) e Dra. Laura Naranjo (tesoureira).
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